segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Galerias Romanas da Rua da Prata









































Os domingueiros sairam á rua.
O dia não estava famoso, o que até ajudou,
porque o tempo de espera era razoável.













O objectivo era visitar as Galerias Romanas
que existem por baixo das ruas da Baixa de Lisboa.
E tinha de ser ontem pois estas só estão abertas 3 dias por ano.


















Calcula-se que fossem um Monumento em honra de Júlio-Cláudios.
Depois devem ter havido vários abalos que abriram fissuras de onde saiu a água que as inundou.
Foram depois usadas como cisterna e existe até uma inscrição que lhes confere características de Termas dedicadas ao Deus Escolápio.
São do Séc I D.C. e foram construidas com uma argamassa muito parecida com o nosso betão.
Isso faz com que os Edifícios daquela zona não precisem das tão famosas estacas de fundação que o resto da Baixa e Avenidas Novas necessitaram para fazer crescer os seus Prédios.











Prédios esses que gostaríamos de ver bem conservados
e habitados se possível num futuro próximo, sff.













São extensas mas a parte visitável é relativamente curta.
Estão entre dois grandes colectores de Esgoto que cortam as Galerias.






























E a fila lá serpenteava pelas ruas da Baixa até um buraco no chão.























Todos os que passavam perguntavam o que era.
Alguns ingressavam na Fila.































Depois de algum tempo foi a nossa vez de descer.


















Valeu a pena a espera.




























A visita foi guiada e forneceram-nos Folhetos informativos para além de todas as explicações dadas pelos muito simpáticos técnicos do Museu da Cidade.
Já mencionei que era gratuito?
Esta é a fissura que atravessa na vertical toda a galeria e por onde se infiltra a água.
É cuidadosamente vigiada de 3 em 3 meses através deste fissurómetro e está estável.(até agora)
Mesmo enquanto estávamos lá os bombeiros estavam sempre a bombear a água para o exterior.
A razão de estar aberta só 3 dias por ano deve-se a ser necessária a submersão das galerias para a conservação do seu equilíbrio.
A estabilidade que ganhou devido á humidade poderia ser alterada se passasse longos periodos de tempo drenada.











Antes das visitas instala-se todo o sistema elétrico que é retirado no final.


























































Quem quiser visitar outras "relíquias " desta época pode faze-lo no Millennium BCP da Baixa ás 5ªs e Sábados, ou subir até à Sé e entrar também gratuitamente no TEATRO ROMANO de Lisboa.



















Cuidado com a cabeça.













...e cá estamos de volta á Rua da Prata.

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