segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Teatro Romano de Lisboa

Lisboa é assim.
Cheira a sardinhas, alecrim, mas também a esgotos e a outras coisas que nos distraem a nós LISBOETAS e nos impedem de apreciar o que está mesmo ao nosso lado.
A maior parte dos alfacinhas deconhece a existência do Teatro Romano Olissiponense.

Vamos lá então?!





















Perto da nossa lindíssima Sé.







































Acompanhamos o Elétrico na sua Subida e, á nossa esquerda surgem uma escadinhas ingremes.
É aí.



















Chegamos a um espaço de visita gratuita e muito agradável.
Voltado para o rio Tejo, encontra-se o Teatro Romano de Lisboa.
Está muito bem documentado e, na ausência de uma visita guiada, existem vários pontos de informação multimedia que nos guiam e acompanham.
































O Teatro Romano de Lisboa é o único na Península Ibérica datado do Séc.I D.C.
Foi erigido em tributo a NERO e tinha uma capacidade de 3000 a 5000 espectadores.



















































Este foi descoberto durante o Terramoto e o Arquitecto Italiano Francisco Xavier Fabri fez um levantamento exaustivo tentando fazer ver ao Rei a Sua Importância.
Mas na altura era premente "tratar dos vivos e enterrar os mortos" e o Teatro foi Recoberto por construções e perdeu-se de novo o seu rasto.


















































Encontra-se parcialmente coberto por Edifícios Pombalinos e posteriores.
Como se isso não bastasse, utilizaram pedras que faziam parte dele na construção e reparação de edifícios que tinham ruído no Terramoto de 1755.
























Mais uma vez, grande parte da visita teve ainda mais interesse por ser guiada e esclarecida por quem sabe mais sobre o Monumento e tem o gosto por partilhar o conhecimento e o carinho pelo que é nosso.












Parámos um pouco para apreciar a Vista sobre a SÉ e o TEJO.
Mesmo com este tempo, Lindíssima.





Vale a pena e só está mesmo á Vossa espera.

O elevador da Glória voltou a laborar.


Galerias Romanas da Rua da Prata









































Os domingueiros sairam á rua.
O dia não estava famoso, o que até ajudou,
porque o tempo de espera era razoável.













O objectivo era visitar as Galerias Romanas
que existem por baixo das ruas da Baixa de Lisboa.
E tinha de ser ontem pois estas só estão abertas 3 dias por ano.


















Calcula-se que fossem um Monumento em honra de Júlio-Cláudios.
Depois devem ter havido vários abalos que abriram fissuras de onde saiu a água que as inundou.
Foram depois usadas como cisterna e existe até uma inscrição que lhes confere características de Termas dedicadas ao Deus Escolápio.
São do Séc I D.C. e foram construidas com uma argamassa muito parecida com o nosso betão.
Isso faz com que os Edifícios daquela zona não precisem das tão famosas estacas de fundação que o resto da Baixa e Avenidas Novas necessitaram para fazer crescer os seus Prédios.











Prédios esses que gostaríamos de ver bem conservados
e habitados se possível num futuro próximo, sff.













São extensas mas a parte visitável é relativamente curta.
Estão entre dois grandes colectores de Esgoto que cortam as Galerias.






























E a fila lá serpenteava pelas ruas da Baixa até um buraco no chão.























Todos os que passavam perguntavam o que era.
Alguns ingressavam na Fila.































Depois de algum tempo foi a nossa vez de descer.


















Valeu a pena a espera.




























A visita foi guiada e forneceram-nos Folhetos informativos para além de todas as explicações dadas pelos muito simpáticos técnicos do Museu da Cidade.
Já mencionei que era gratuito?
Esta é a fissura que atravessa na vertical toda a galeria e por onde se infiltra a água.
É cuidadosamente vigiada de 3 em 3 meses através deste fissurómetro e está estável.(até agora)
Mesmo enquanto estávamos lá os bombeiros estavam sempre a bombear a água para o exterior.
A razão de estar aberta só 3 dias por ano deve-se a ser necessária a submersão das galerias para a conservação do seu equilíbrio.
A estabilidade que ganhou devido á humidade poderia ser alterada se passasse longos periodos de tempo drenada.











Antes das visitas instala-se todo o sistema elétrico que é retirado no final.


























































Quem quiser visitar outras "relíquias " desta época pode faze-lo no Millennium BCP da Baixa ás 5ªs e Sábados, ou subir até à Sé e entrar também gratuitamente no TEATRO ROMANO de Lisboa.



















Cuidado com a cabeça.













...e cá estamos de volta á Rua da Prata.